Adequação do aporte de micronutrientes em fórmulas enterais industrializadas
DOI:
https://doi.org/10.47320/rasbran.2025.2341Resumo
Objetivo: Analisar a adequação do aporte de micronutrientes em determinadas fórmulas enterais industrializadas. Método: Estudo descritivo, com análise do rótulo de 19 fórmulas enterais industrializadas frequentemente utilizadas em pacientes hospitalizados. Comparou-se o teor dos micronutrientes de uma porção de 1000 Kcal às Dietary Reference Intakes (DRIs) para adultos de 19 a 50 anos de idade, conforme sexo. O aporte de micronutrientes foi considerado adequado quando atingiu valores iguais a 100±5% das DRIs. Resultados: No sexo masculino, seis formulações ficaram abaixo das recomendações para zinco e dez fórmulas abaixo das recomendações para niacina. O teor de ferro ultrapassou os valores recomendados para homens adultos, porém variou de 56% a 93% das recomendações para o sexo feminino. Averiguou-se aportes de 45% a 89% das DRIs para Vitamina D, de 32% a 64% para sódio e 29% a 77% para potássio, bem como predominantemente aquém da faixa de referência para cálcio, magnésio, vitamina K e ácido fólico. Oito fórmulas apresentaram valores inadequados de selênio, o que também foi observado para ácido pantotênico em quatro formulações. O conteúdo de biotina variou de 63% a 1.111% em relação aos valores de referência. A fórmula D (polimérica, volume padrão) foi a que mais apresentou inadequações, para ambos os sexos. Conclusão: A inadequação do aporte de certos micronutrientes é preocupante, uma vez que as formulações enterais, muitas vezes, são a única e exclusiva fonte de alimentação desses pacientes, o que poderá culminar em deficiências nutricionais e desfechos clínicos desfavoráveis.
Palavras-chave: Ingestão Diária Recomendada, Nutrição enteral, Micronutrientes.
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